terça-feira, 11 de novembro de 2014

O direito de ser só

Escrevo sobre sons, sobre sentidos, e essas magníficas sensações de poder ouvir, e sentir. Não importa que barulho atinja sua alma, não importa o quanto isso seja significativo na sociedade, o que importa é esse momento mágico em que as cordas distorcem a realidade que te aprisiona e mostra como é pequeno e pobre a porra desse pensamento.

Se embriagar de música é como jogar fora todo o lixo que gruda na sola do seu calçado, toda manhã, todo inverno, todo janeiro em que renovam-se as lembranças de um falso amanhã.

Música como o ar, minha lúcida alucinação. Cultivemos o cinismo que nos priva do direito de ser só, nós. Algumas vezes apenas nos perdemos no meio do percurso e não conseguimos mais achar a saída, então temos que seguir pelo caminho que tiver que ser.